TSE cobra relatório da Meta sobre canal de Janones no WhatsApp
Presidente do TSE determinou que plataforma esclareça regras de mobilização após petista ingressar em grupo digital coordenado pelo deputado.
Foto: Gilles Lambert / Unsplash
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma transmissão ao vivo ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG) para impulsionar o canal "Exército do Lula" no WhatsApp. A mobilização digital ocorre na reta final da disputa do segundo turno presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL), marcado para o próximo domingo, 25 de outubro de 2026.
Na transmissão, Lula declarou que o grupo levará o país à democracia e passou a integrar o canal diretamente, segundo informou o Poder360. O petista defendeu a iniciativa afirmando que os participantes atuam motivados por uma causa voltada ao povo brasileiro e à juventude.
A movimentação coincide com uma ordem direta da Justiça Eleitoral. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a empresa Meta, responsável pelo WhatsApp, Facebook e Instagram, apresente um relatório técnico detalhado a respeito do canal de mensagens.
A decisão atende a uma representação formal da campanha adversária. O despacho expedido pelo tribunal exige que a empresa de tecnologia aponte quais critérios técnicos utiliza para distinguir uma mobilização espontânea e legítima de uma ação coordenada com caráter irregular nas redes.
Coordenado por Janones, o espaço tem sido utilizado para organizar a atuação da militância governista no ambiente digital durante a etapa decisiva da eleição. Com a determinação imposta pelo presidente do TSE, o desdobramento do caso passa a depender das informações técnicas que a Meta precisará prestar à corte.
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