Deltan vai ao TSE checar sigilos de Lula para campanha de Flávio
Escalado pela equipe de Flávio Bolsonaro, ex-procurador examina dados bancários e fiscais entregues pelo presidente às vésperas do segundo turno.

Imagem: @novafogooficial / reprodução
O ex-procurador da República e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) compareceu nesta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, à sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. Ele foi escalado pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) para analisar a documentação financeira fornecida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no episódio da abertura recíproca de sigilos.
Dallagnol chegou ao tribunal acompanhado pela advogada da campanha, Maria Cláudia Bucchianeri, e falou com jornalistas antes de iniciar os trabalhos. De acordo com informações publicadas pelo perfil @novafogooficial, o ex-coordenador da Operação Lava Jato foi escolhido justamente por sua experiência em investigações de movimentações financeiras complexas.
A verificação inclui extratos bancários, dados fiscais e relatórios vinculados não apenas ao presidente, mas também a familiares e aliados. Entre os alvos da averiguação estão o filho do petista, Fábio Luís Lula da Silva, a primeira-dama Janja e o ex-chefe de Gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, conforme informou o Correio Braziliense.
Condições e disputa sobre transparência
A equipe de Flávio sustenta que só fará a abertura dos próprios registros após a confirmação integral da autenticidade e abrangência dos arquivos do adversário. A campanha do candidato do PL formulou uma petição com dezenove condições para liberar seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, ampliando o período de conferência para vinte anos, como apontou reportagem do Poder360.
Por outro lado, a defesa da campanha de Lula declarou que aceitou todas as exigências impostas pelos adversários e cobrou que o senador cumpra a contrapartida acordada. O desafio de quebra de sigilo começou no último debate televisivo antes da reta final da votação, tornando-se o centro da disputa entre os dois grupos políticos.
Na declaração feita na entrada da corte eleitoral, Dallagnol enfatizou a necessidade de transparência irrestrita sobre despesas com cartões corporativos e registros de viagens oficiais. A análise dos documentos acontece dias antes da votação decisiva de domingo, 25 de outubro, e o resultado do escrutínio técnico deve orientar os questionamentos finais dos candidatos no debate desta sexta-feira.
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