PF apura voo de Flávio Bolsonaro para o exterior em jatinho
Defesa afirma que senador não responde a processo, não é réu e não tinha impedimento para deixar o país.
Foto: Gabriel Tiveron / Unsplash
A Polícia Federal instaurou apuração para verificar se o senador Flávio Bolsonaro (PL) viajou para fora do Brasil, na manhã de 27 de outubro, a bordo de uma aeronave ligada ao advogado Willer Tomaz. O parlamentar e o advogado estão proibidos de manter comunicação por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Não existe qualquer mandado de prisão contra Flávio Bolsonaro, e o senador não se encontra na condição de foragido. Conforme noticiou o Poder360, o uso do avião particular também não configura ato ilegal por si só, caso o deslocamento venha a ser confirmado pelas autoridades.
A linha de apuração aponta que o parlamentar teria embarcado em um Cessna Citation Excel, prefixo PR-AAA, que partiu de Brasília às 5h05 e pousou em San Fernando, na Argentina, às 8h40 do mesmo dia. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião pertence à empresa Jet Line Locações e Serviços Aéreos, que tem como sócias a irmã e a esposa de Tomaz.
Trajeto e posicionamento da defesa
As apurações indicam que Flávio e familiares teriam seguido de Puerto Iguazú rumo a Miami, nos Estados Unidos, em outro jatinho, de modelo Gulfstream G400. Já a esposa do senador, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas do casal teriam feito percurso inicial diferente, viajando de Brasília a Cascavel (PR) de avião e cruzando a fronteira argentina por via terrestre.
Em nota oficial assinada pelo advogado Frederick Wassef, a defesa rebateu as suspeitas e declarou que nenhuma informação sobre o roteiro é oficial. O texto frisou que o congressista não fugiu, não é réu, não foi indiciado e não responde a processo penal. A defesa ressaltou que a apuração em andamento atinge terceiros, em fase inicial, sem qualquer prova contra o senador.
A assessoria de Willer Tomaz também negou que qualquer aeronave de sua família tenha transportado o senador e rejeitou suspeitas de lavagem de dinheiro, alegando que todas as movimentações financeiras são declaradas e rastreáveis. O caso segue sob análise da Polícia Federal.
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