Master e BRB: Vorcaro nega fraude de R$ 12 bi após ação da PF
Dono do Banco Master rebate relatório da PF enviado ao STF e sustenta que crise na instituição pública decorreu de saques após investigações.
O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, negou a prática de irregularidades nas transações financeiras realizadas com o Banco de Brasília (BRB). O posicionamento ocorreu após a Polícia Federal concluir um inquérito e indiciar o banqueiro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e outras 13 pessoas sob a acusação de desvios bilionários.
Em declarações sobre o caso divulgadas pela Revista Oeste, Vorcaro sustentou que o BRB não teve prejuízos e afirmou ser alvo de perseguição de investigadores. De acordo com o banqueiro, a instabilidade da instituição pública começou após a liquidação do Master e a atuação policial, contexto em que cerca de R$ 9 bilhões teriam sido sacados por clientes devido ao abalo na credibilidade do mercado.
As investigações da Polícia Federal apontam um cenário diferente. Segundo relatório de mais de 700 páginas remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF), o BRB comprou R$ 17,5 bilhões em ativos do Banco Master no período entre julho de 2024 e outubro de 2025. Desse montante, R$ 12,2 bilhões corresponderiam a títulos e créditos sem comprovação de existência real.
Indiciamentos e justificativas da defesa
A apuração da PF enquadrou Vorcaro pelos crimes de gestão fraudulenta, indução a erro, falsidade em documentos ou informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Já o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi indiciado por gestão fraudulenta e organização criminosa.
Ao rebater as suspeitas, Vorcaro declarou que houve apenas intercorrências pontuais em carteiras associadas à empresa Tirreno, afirmando que a questão foi solucionada com a devida troca dos ativos. Ele também negou ter prometido a transferência de imóveis avaliados em R$ 146 milhões a Costa como compensação indevida, sustentando que os bens seriam apenas cedidos para residência caso o dirigente assumisse funções executivas após uma fusão.
Com o envio do inquérito ao STF na quarta-feira, 28, cabe agora aos órgãos judiciais e ao Ministério Público analisar o material probatório para decidir sobre o oferecimento de denúncia formal ou eventuais pedidos de perícias adicionais solicitadas pela defesa.
Leia também
Defesa de Vorcaro aponta alterações em celular da PF
Advogados dizem que arquivos do aparelho foram modificados sob custódia policial e cobram dados originais do STF. A PF afirma que a extração corresponde ao material.
Por Redação Giro Cidadão
Ex-presidente do BRB diz à PF que Ibaneis pediu venda ao Master
Paulo Henrique Costa afirmou à Polícia Federal que o então governador do DF determinou a estruturação da venda de ações do banco público em setembro de 2024.
Por Redação Giro Cidadão
PF mira pastor Márcio Poncio em operação autorizada pelo STF
A nona fase da Operação Unha e Carne cumpre mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro contra esquema de lavagem de dinheiro com bens de luxo.
Por Redação Giro Cidadão

Ao vivo, Camila Bomfim nega busca na casa de Flávio Bolsonaro
STF esclareceu que não havia mandado judicial contra o parlamentar após questionamento durante transmissão televisiva.
Por Redação Giro Cidadão
O Giro na sua caixa de entrada
Política e o que muda na sua vida de cidadão, uma vez por semana. Sem spam.
