Flávio aciona TSE contra chapa de Lula por rede no Instagram
Ação eleitoral pede a cassação da chapa governista e a suspensão de 32 perfis por suposta campanha coordenada de desinformação.
Foto: Gabriel Tiveron / Unsplash
A campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) ingressou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB). O processo pede a cassação do registro da chapa governista, declaração de inelegibilidade por oito anos e a suspensão temporária de 32 perfis no Instagram apontados como criadores de desinformação até a votação do segundo turno.
A petição protocolada no tribunal denuncia o uso indevido de meios de comunicação social e a organização de uma rede para difundir acusações falsas em massa. Conforme noticiado pelo Poder360, os advogados afirmam que a campanha adversária sustenta uma tática coordenada de ataque baseada em postagens em coautoria para ampliar o alcance dos conteúdos.
Segundo o relatório técnico anexado aos autos, foram analisados 1.525 perfis conectados por 5.882 relações de coautoria entre os dias 5 e 7 de outubro. O levantamento identificou 218 publicações que somaram 11,6 milhões de visualizações e 2,5 milhões de interações em cerca de 62 horas. As postagens atribuíam ao candidato do PL intenções como privatização do SUS, extinção do Bolsa Família e do Farmácia Popular, corte do 13º salário e congelamento de aposentadorias, planos que ele nega veementemente.
Pedidos liminares e multas solicitadas
Além da suspensão das contas indicadas, a equipe jurídica solicitou que a Justiça Eleitoral determine a exclusão de 221 postagens no prazo de 24 horas. O texto pede ainda a quebra de sigilo telemático dos administradores de contas anônimas e o bloqueio da função de postagens conjuntas entre 48 perfis considerados centrais no esquema.
Para assegurar o cumprimento das medidas, os advogados requereram a fixação de multa de R$ 100 mil por hora às plataformas digitais e de R$ 50 mil por publicação a quem descumprir as ordens judiciais. O documento reúne quase 200 páginas e cobra rapidez na intervenção antes da realização do pleito.
A campanha de Lula foi procurada pelos veículos de imprensa para se manifestar sobre os termos da representação, mas não enviou posicionamento até o momento. Cabe agora ao ministro relator do caso no TSE apreciar os pedidos de urgência para decidir se impõe a retirada dos conteúdos e a aplicação das sanções requeridas.
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