Flávio e Lula trocam acusações em debate do 2º turno na Band
Encontro de presidenciáveis teve confronto sobre corrupção, menção a Moro e cobranças sobre investigações familiares.

Imagem: @NewsLiberdade / reprodução
O primeiro debate televisivo do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado no domingo (18 de outubro) pela Band e pelo Estadão, colocou frente a frente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O encontro foi marcado por embates intensos em torno do tema da corrupção, investigações policiais e questionamentos mútuos sobre integrantes de suas famílias.
Durante o confronto direto no estúdio, Flávio afirmou ao microfone que o petista era a única pessoa presente no local que já havia sido presa por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Em registro divulgado pela página News Liberdade, o senador apontou para a plateia e destacou a presença do senador Sergio Moro e do deputado Deltan Dallagnol, nomes ligados à Operação Lava Jato que acompanhavam o debate presencialmente.
Lula rebateu as falas do adversário e acusou o senador de faltar com a verdade no palco. O presidente declarou que o oponente contava declarações falsas durante o programa e relembrou o histórico de declarações da família Bolsonaro, afirmando ainda que o parlamentar perderá a imunidade no futuro e responderá a investigações, segundo registrou o Correio Braziliense.
Cobranças sobre operações e familiares
A temperatura da discussão subiu quando temas ligados a parentes entraram na pauta, conforme informou o Notícias R7. Flávio Bolsonaro cobrou explicações a respeito das apurações envolvendo Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente. O parlamentar questionou a atuação da Polícia Federal no caso e a permanência de Lulinha na Espanha, citando também suspeitas de fraudes no INSS. Em resposta, Lula afirmou que o filho disponibilizou voluntariamente seus sigilos bancário e telefônico para a PF e garantiu que o governo federal não interfere no comando da corporação.
Por sua vez, o petista rebateu mencionando a presença do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e cobrou explicações sobre uma negociação de R$ 134 milhões atribuída a Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O valor seria destinado à produção do filme Dark Horse, projeto cinematográfico sobre Jair Bolsonaro que se tornou objeto de apuração pela Polícia Federal por suspeita de irregularidades em movimentações financeiras.
O debate também abordou propostas econômicas e segurança pública. Flávio sustentou que o Parlamento eleito em 2026 possui um perfil alinhado à direita e defendeu que sua gestão impedirá desvios no orçamento público. Os dois postulantes ao Palácio do Planalto seguem em campanha antes da votação decisiva marcada para o dia 25 de outubro de 2026, quando os eleitores brasileiros retornam às urnas para definir o próximo mandato presidencial.
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