Dr. Furlan vence no Amapá e mira petróleo na Margem Equatorial
Governador eleito com 62,75% dos votos planeja obras na BR-156 e ações para preparar o Amapá para a exploração de petróleo.
Foto: Gabriel Tiveron / Unsplash
O governador eleito do Amapá, Dr. Furlan (PSD), terá pela frente o desafio de estruturar o estado para receber a exploração de petróleo na Margem Equatorial após vencer a disputa eleitoral no primeiro turno com 62,75% dos votos. A vitória nas urnas superou o grupo político do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil).
A descoberta de petróleo realizada pela Petrobras em agosto, a 175 quilômetros da costa amapaense, abriu a perspectiva de o estado se tornar produtor nos próximos sete anos. Conforme noticiou o Poder360, projeções governamentais apontam que a região possui potencial de ao menos 41 bilhões de barris, volume estimado para repor as reservas nacionais diante do declínio previsto no pré-sal a partir de 2034.
No plano de governo protocolado junto à Justiça Eleitoral, Furlan projeta investimentos em logística, mobilidade, energia, saneamento e formação de mão de obra. A meta é atrair a Petrobras e fornecedores privados para estabelecer bases operacionais no território amapaense, movimentando a rede hoteleira, serviços de alimentação e a cadeia local de suprimentos.
Obras na rodovia e portos
Entre as prioridades viárias está a BR-156, rodovia que corta o estado até a fronteira com a Guiana Francesa e possui trechos em obras ou pendentes de pavimentação sob gestão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O trajeto entre Macapá e Oiapoque é considerado estratégico pela proximidade com a área perfurada. No setor portuário, o planejamento abrange estudos para instalar uma base offshore no Porto de Santana ou em terminal dedicado.
Para atender às demandas operacionais e de fiscalização, a proposta prevê um sistema integrado de monitoramento eletrônico nas rotas da BR-156 e nos terminais fluviais. O novo governo também planeja dar celeridade técnica à análise de licenças ambientais e autorizações de supressão vegetal, com foco em segurança jurídica e respeito à legislação em vigor.
O plano inclui ainda o Programa de Retomada de Obras do Amapá, com aporte inicial de R$ 40 milhões previsto para o primeiro ano de mandato em 2027. O recurso atenderá aos 16 municípios para concluir projetos paralisados, atualizar plantas de engenharia e estruturar, em conjunto com a bancada federal, a implantação de uma Zona de Processamento de Exportação estadual.
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