Desemprego cai para 5,2% no 3º trimestre, menor taxa desde 2012
IBGE aponta recuo de 0,4 ponto ante o mesmo período de 2025, com 103,6 milhões de ocupados, recorde da série iniciada em 2012.
Foto: Gabriel Tiveron / Unsplash
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, segundo o IBGE. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (30/10) pela Pnad Contínua, e é o menor percentual já registrado para o período desde 2012. Como noticiou o Poder360, a taxa estava em 5,6% no mesmo trimestre de 2025 e em 5,4% no segundo trimestre de 2026.
Eram 5,6 milhões de desocupados no país no terceiro trimestre, uma queda de 4,0% ante o trimestre anterior e de 6,9% na comparação com o mesmo período de 2025. O número de desalentados, pessoas que desistiram de procurar trabalho, foi de 2,5 milhões. Esse grupo subiu 7,5% no trimestre, mas caiu 6,8% no ano.
A população ocupada chegou a 103,6 milhões, a maior da série. Houve alta de 0,6% no trimestre e de 1,2% no ano. O Metrópoles, que também cobriu o levantamento, destacou o recorde para o período na série iniciada em 2012.
Os empregados no setor público somaram 13,2 milhões, também recorde, com estabilidade no trimestre e alta de 2,5% no ano, o equivalente a mais 317 mil pessoas. Já o setor privado com carteira assinada, sem contar os trabalhadores domésticos, tinha 39,4 milhões de pessoas, com estabilidade no trimestre e no ano.
Renda cresce e massa salarial bate recorde
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790. O valor não mudou no trimestre, mas subiu 3,6% no ano, mais R$ 131. A massa de rendimento real habitual, que soma o dinheiro recebido por todos os ocupados, chegou a R$ 387,5 bilhões. É a maior da série, com alta de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e de 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).
Os empregados sem carteira no setor privado (13,7 milhões), os trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) e os domésticos (5,4 milhões) ficaram estáveis no trimestre e no ano.
Para quem está no mercado, o dado mostra mais gente trabalhando e ganhando um pouco mais em média. A pesquisa mede o mercado como um todo e não traz, nesta divulgação, nenhum prazo ou benefício para o cidadão agir.
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