Deltan e Filipe Barros são eleitos para o Senado pelo Paraná
Candidatos garantem as duas vagas do estado no Congresso após reviravolta jurídica de última hora no TSE.

Imagem: @brasilparalelo / reprodução
O Paraná definiu os seus dois novos representantes no Senado neste domingo, 4 de outubro de 2026. O deputado federal Filipe Barros (PL) e o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) venceram a disputa nas urnas, garantindo as duas cadeiras paranaenses em votação marcada por forte mobilização do eleitorado conservador.
A vitória consolidou-se na reta final da contagem oficial do Tribunal Superior Eleitoral. Conforme apuração divulgada pela Brasil Paralelo, Dallagnol alcançou 28,98% dos votos apurados, enquanto Barros assegurou 27,39%. De acordo com os dados acompanhados pelo jornal O GLOBO, a apuração consolidada acima de 89% dos votos já confirmava a eleição matemática da chapa aliada ao senador Sergio Moro.
Decisões no TSE na véspera da votação
A confirmação das urnas encerra um fim de semana de tensão jurídica em Brasília. Na noite de sábado, o ministro Floriano de Azevedo Marques havia decidido de forma monocrática indeferir a candidatura de Deltan, atendendo a uma ação movida pela Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, PCdoB e PV, com apoio da Unidade Popular. Como os sistemas já estavam lacrados para o pleito, a medida ameaçava anular os sufrágios direcionados ao ex-procurador.
A situação foi revista a tempo pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Ele determinou que os votos fossem contabilizados normalmente, enquadrando o registro como deferido com recurso. Dallagnol havia repudiado a tentativa de veto de véspera, classificando a movimentação de adversários como uma violência eleitoral e convocando seus apoiadores a comparecerem às urnas.
Derrota governista e próximos passos
A contestação contra o ex-chefe da força-tarefa da Lava Jato remonta à sua saída do Ministério Público Federal em 2021, questionada por partidos de esquerda sob alegações relacionadas à Lei da Ficha Limpa. Apesar das investidas jurídicas, o eleitor paranaense optou pela renovação com perfil de combate à corrupção e defesa da responsabilidade fiscal no Congresso Nacional.
O resultado impôs uma expressiva derrota aos nomes apoiados pelo Palácio do Planalto e por lideranças estaduais. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que centrou sua campanha na defesa do governo federal e em ataques à Lava Jato, terminou a disputa na quarta colocação. Candidatos ligados a legendas governistas locais também não conseguiram votos suficientes para alcançar as vagas.
Com a eleição definida nas urnas, os novos senadores assumem mandatos de oito anos em fevereiro de 2027. No caso de Deltan, o processo formal segue para homologação definitiva no plenário do tribunal eleitoral, enquanto a bancada eleita já se organiza para a atuação legislativa em Brasília.
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