Carlos Viana pede prisão do diretor da PF a André Mendonça
Senador protocolou representações contra Andrei Rodrigues no STF, na Corregedoria da corporação e no Tribunal de Contas da União.

Imagem: @carlosaviana / reprodução
O senador Carlos Viana formalizou uma representação no Supremo Tribunal Federal solicitando a prisão preventiva do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A medida ocorreu após a decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do chefe da corporação e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, sob suspeita de coleta ilegal de dados contra autoridades públicas.
Em pronunciamento a jornalistas divulgado em seu perfil no X, o parlamentar afirmou que os fatos relatados na ordem judicial exigem medidas imediatas para garantir a integridade das instituições. Viana encaminhou o pedido de prisão preventiva tanto ao gabinete de Mendonça quanto à Corregedoria-Geral da PF e ao Tribunal de Contas da União, apontando desvio de finalidade e uso indevido de verba pública.
Conforme noticiou o Correio Braziliense, a apuração teve início a partir da identificação de relatórios de inteligência classificados como apócrifos pelo próprio ministro relator. Os documentos apontavam suposto monitoramento direcionado contra André Mendonça e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias, durante período superior a um mês sem respaldo processual regular.
Pressão sobre o Congresso e desdobramentos
Diante do quadro de atrito entre os Poderes, Viana defendeu a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para apurar a conduta da cúpula policial. O senador cobrou uma postura mais incisiva da Mesa Diretora do Senado e adiantou que pretende requerer à ministra Cármen Lúcia providências para a instalação do Conselho de Ética da Casa.
Segundo informações apuradas pela Rádio Itatiaia, o parlamentar também oficiou o Ministério da Justiça com questionamentos técnicos. Ele busca esclarecer formalmente quem autorizou as ações de monitoramento, quais servidores integraram a elaboração das peças informativas e que destino foi dado ao material coletado.
O julgamento sobre a manutenção do afastamento de Rodrigues teve início na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, com três votos favoráveis à medida antes de um pedido de vista suspender a deliberação. O caso segue sob análise das instâncias de controle em Brasília, cabendo aos órgãos competentes decidir se acatam os pedidos de responsabilização criminal e administrativa.
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