Campanhas de Lula e Flávio somam R$ 233 milhões no 2º turno
Prestação de contas no TSE mostra que recursos públicos bancam a maior fatia das candidaturas à Presidência em 2026.
Foto: Rafaela Biazi / Unsplash
As campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) arrecadaram juntas R$ 233 milhões na disputa eleitoral de 2026. A maior fatia dessa receita foi bancada por recursos públicos dos fundos Eleitoral e Partidário, sustentados pelo contribuinte brasileiro, conforme dados registrados no sistema DivulgaCand do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com levantamento do Poder360, a campanha de Lula declarou R$ 127,2 milhões arrecadados, sendo R$ 87,6 milhões na primeira etapa e R$ 39,6 milhões para a votação final. Do total petista, R$ 124,1 milhões vieram diretamente dos cofres partidários, sendo R$ 123,8 milhões do Fundo Eleitoral (97,3%) e R$ 341,8 mil do Fundo Partidário, além de R$ 1,1 milhão obtido por financiamento coletivo.
No caso de Flávio Bolsonaro, as receitas atingiram R$ 105,8 milhões, com R$ 68,7 milhões recebidos até o primeiro turno e R$ 37,1 milhões após 5 de outubro. A legenda repassou R$ 68,1 milhões ao senador, montante composto por R$ 47 milhões do Fundo Eleitoral, R$ 13,7 milhões do Fundo Partidário e R$ 7,4 milhões em outras transferências da sigla.
Perfil dos maiores doadores privados
Entre os repasses de pessoas físicas, o empresário Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8 (setor de biodiesel), destinou R$ 500 mil a cada um dos dois postulantes. No lado petista, as doações individuais incluíram o presidente da American Life, Pedro Pereira de Freitas (R$ 90 mil), o advogado Marco Aurélio de Carvalho (R$ 50 mil), diretores da Transpetro (R$ 70 mil somados) e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante (R$ 20 mil).
Já a arrecadação de Flávio Bolsonaro contou com forte apoio de empresários do agronegócio, setor que respondeu por quatro dos dez maiores doadores privados. O produtor Eloi Vitorio Marchett liderou a lista com R$ 2 milhões, seguido pelo pecuarista Wilson Francisco Rotta (R$ 1,8 milhão), Nelson José Vigolo (R$ 1,1 milhão) e o empresário calçadista Alexandre Grendene Bartelle (R$ 1 milhão).
O financiamento eleitoral de 2026 consumiu R$ 4,9 bilhões em recursos públicos do Fundo Eleitoral, repartidos entre 30 legendas. Para a disputa presidencial, o teto legal de despesas definido pela Justiça Eleitoral foi de R$ 88,9 milhões no primeiro turno e de mais R$ 44,4 milhões no segundo turno, e as informações de receitas seguem sob atualização a cada hora na página pública do TSE.
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