BC vai restringir crédito sem garantia até o fim de 2026
Autoridade monetária prepara medidas para conter o superendividamento recorde, que já atinge 20,3 milhões de brasileiros em situação de risco.
O Banco Central vai editar novas normas até o encerramento de 2026 para limitar a oferta de crédito sem garantia no país. A medida tem como objetivo conter a escalada do superendividamento das famílias, que atingiu patamares recordes de comprometimento de renda individual no primeiro semestre do ano.
Os números constam no Relatório de Estabilidade Financeira apresentado pela instituição, conforme noticiou o Poder360. O documento revela que o contingente de devedores em situação de risco financeiro atingiu 20,3 milhões de pessoas em junho de 2026, montante que equivale a 17% de todos os clientes com dívidas no Sistema Financeiro Nacional.
Esse grupo em risco deu um salto de 75% na comparação direta com junho de 2021. O relatório também avaliou o Crédito do Trabalhador, modalidade de consignado privado criada pela Lei 15.179 de 2025 para baratear linhas de empréstimo. O balanço apontou que apenas 7,6% do valor médio contratado foi direcionado para amortizar dívidas anteriores mais caras, enquanto a maior parcela financiou novos compromissos, ampliando o aperto orçamentário dos lares.
Pressão sobre a renda mais baixa
A deterioração atinge sobretudo trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, faixa mais dependente de linhas caras como o rotativo do cartão de crédito e empréstimos pessoais comuns. A diretoria do órgão alertou que o avanço descontrolado da digitalização dos bancos ampliou a exposição de clientes de menor renda a contratações precipitadas e com juros elevados.
O presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, indicou que a autarquia avaliou soluções adotadas no exterior para refrear modalidades de crédito que crescem sem sensibilidade aos custos cobrados. O diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, confirmou que o pacote será normatizado ainda em 2026. Dias antes, o BC já havia editado três resoluções proibindo bancos de empurrarem ofertas ativas de crédito digital para clientes inadimplentes ou enrolados no rotativo.
Para o trabalhador e o consumidor, a intervenção vai diminuir a pressão de ofertas agressivas nos aplicativos bancários e exigir comprovação mais rígida de capacidade de pagamento antes da liberação de novos limites. A orientação imediata para quem acumula pendências financeiras é evitar novas contratações automáticas e focar na amortização das linhas com os juros mais altos da planilha doméstica.
Leia também

Argentina nega entrada de Flávio Bolsonaro após boato sobre fuga
Autoridades do país vizinho descartaram qualquer registro do senador em Puerto Iguazú, enquanto a Polícia Federal apura os relatos divulgados.
Por Redação Giro Cidadão

Avião de Flávio Bolsonaro para os EUA fica parado na Argentina
Registros de plataformas de monitoramento aéreo apontam que a aeronave que transportaria o senador aos Estados Unidos permaneceu em solo argentino.
Por Redação Giro Cidadão

Decisão de Moraes sobre retenção de passaporte gera críticas
Comentarista questionou determinação judicial sob sigilo e apontou ausência de indícios concretos de risco de fuga.
Por Redação Giro Cidadão

Vídeo expõe queda de até 42% em ações após promessas de 2022
Publicação de Alison Correia contrasta discurso sobre volta do consumo com perdas expressivas nos papéis de Assaí, Renner e CVC.
Por Redação Giro Cidadão
O Giro na sua caixa de entrada
Política e o que muda na sua vida de cidadão, uma vez por semana. Sem spam.
