Argentina nega entrada de Flávio Bolsonaro após boato sobre fuga
Autoridades do país vizinho descartaram qualquer registro do senador em Puerto Iguazú, enquanto a Polícia Federal apura os relatos divulgados.

Imagem: @SamPancher / reprodução
O governo da Argentina negou que o senador Flávio Bolsonaro tenha entrado em território do país vizinho, após notícias veiculadas pela imprensa argentina de que ele teria cruzado a fronteira terrestre para embarcar em um voo privado rumo aos Estados Unidos. A suspeita mobilizou a Polícia Federal brasileira, que abriu apuração para verificar o paradeiro do parlamentar.
As informações iniciais circularam na emissora argentina TN e foram divulgadas pelo perfil de @SamPancher, apontando que o senador teria atravessado a fronteira a pé, entre 21h e 22h, e desistido do embarque no aeroporto de Puerto Iguazú após a notícia repercutir. A Direção Nacional de Migrações da Argentina, porém, informou oficialmente que não existe qualquer registro de ingresso do congressista no território vizinho, versão também confirmada pelo governo de Javier Milei.
De acordo com o apurado pelo Valor Econômico, fiscais argentinos vistoriaram uma aeronave executiva da empresa Baires Fly que estava em Puerto Iguazú e constataram que a tripulação e a documentação estavam regulares, sem previsão de plano de voo envolvendo a família Bolsonaro. A própria companhia aérea negou que realizaria qualquer viagem para o senador.
Apuração da PF e determinação judicial
O episódio ganhou repercussão após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimar o parlamentar a entregar seus passaportes em até 24 horas. A determinação ocorreu no âmbito de uma apuração sobre suposta lavagem de dinheiro envolvendo empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz, caso no qual o ministro também proibiu a comunicação entre os investigados.
Antes da circulação dos rumores internacionais, Flávio afirmou publicamente em suas redes sociais que não tinha intenção de sair do Brasil e que entregaria os documentos solicitados pelas autoridades judiciais. Aliados políticos, incluindo o senador Rogério Marinho, também rechaçaram a tese de deslocamento clandestino para fora do país, conforme noticiou o Portal do Zacarias.
Sem confirmação formal de saída do país por parte dos órgãos migratórios oficiais, a Polícia Federal mantém contatos com as autoridades da Argentina para checar eventuais movimentações na fronteira. O senador segue sob a determinação de cumprir as exigências processuais e apresentar os documentos ao Judiciário.
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