Aprovados do CBMDF cobram liberação de 236 vagas pela Fazenda
Concursados fizeram protesto em Brasília contra a demora em decisão sobre a ampliação de 120 para 356 bombeiros ainda em 2026.
Aprovados em concurso do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) fizeram uma manifestação nesta terça-feira (3.nov.2026), em frente ao Ministério da Fazenda, em Brasília. Eles cobram o andamento de um processo que permitiria ampliar de 120 para 356 o número de bombeiros incorporados à corporação ainda em 2026, como Poder360 noticiou.
O documento que propõe a alteração do Anexo 5 da LOA (Lei Orçamentária Anual) está há cerca de um mês à espera de despacho do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, segundo os manifestantes. Depois disso, a medida ainda precisaria passar pela Casa Civil, pela CMO (Comissão Mista de Orçamento) e pelo Congresso Nacional.
Lucas Almeida, 28 anos, aprovado no concurso e integrante da comissão que representa os candidatos, afirma que a corporação tem recursos para as incorporações e que os pareceres técnicos são favoráveis à ampliação. Segundo ele, se o documento for assinado e aprovado nas etapas seguintes, os 356 bombeiros poderiam ser incorporados ainda em 2026. O grupo diz que já tentou acelerar a tramitação por meio de congressistas, que encaminharam ofícios ao ministério, mas não obteve resposta sobre quando o processo terá andamento.
Em nota enviada ao Poder360, o Ministério da Fazenda disse que a proposta precisa de análise mais detalhada por causa do impacto permanente sobre as contas públicas. O órgão citou "desafios fiscais significativos enfrentados pelo Distrito Federal" e afirmou que o assunto "deverá ter encaminhamento em breve".
Efetivo abaixo do previsto
Os aprovados também apontam a falta de efetivo no CBMDF. Segundo a comissão, a legislação prevê cerca de 9.000 militares, mas a corporação tem atualmente 5.000. Desse total, aproximadamente 3.000 atuam diretamente em atividades operacionais, como combate a incêndios, resgates e atendimento a acidentes de trânsito, e os outros 2.000 fazem trabalho administrativo.
João Vitor Santa Rosa, 24 anos, também aprovado e integrante da comissão, diz que a diferença sobrecarrega quem está em atividade. "Um bombeiro nas ruas faz um trabalho de 3 que deveriam estar na função dele", afirmou. Os candidatos também calculam que cerca de 500 bombeiros passam para a reserva a cada ano, o que aumenta a necessidade de reposição.
Para quem mora no Distrito Federal, o caso ainda não tem data para definição. A decisão depende de despacho no Ministério da Fazenda e de três etapas seguintes, e a Fazenda não informou quando isso deve acontecer.
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