Zema critica decisão do STF após cancelamento de debate na TV
O cancelamento do encontro na TV Globo ocorreu após ordens judiciais de última hora e desistências de concorrentes à Presidência.

Foto: Governo do Estado de São Paulo / Flickr (CC BY 2.0)
O cancelamento do debate presidencial da TV Globo, previsto para a noite de quinta-feira (1º), provocou forte reação de candidatos à Presidência da República. O postulante Romeu Zema (Novo) afirmou que a determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para incluir Renan Santos (Missão) no programa a poucas horas do início representou um desrespeito total à legislação.
A ordem do ministro do STF foi emitida horas antes da transmissão, contrariando um posicionamento anterior do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Como noticiou o Poder360, Nunes Marques havia rejeitado a participação de Renan na véspera porque o partido Missão não atingia o mínimo de cinco parlamentares no Congresso Nacional exigido pela lei eleitoral para presença garantida.
Em publicação em vídeo, Zema apontou cenário de insegurança jurídica provocado pela intervenção no formato do encontro. O candidato sustentou que o tribunal agiu fora das regras vigentes e cobrou mudanças no Judiciário, criticando a atuação dos magistrados na condução do processo a poucos dias da votação.
Impasses judiciais e desistências
A emissora cancelou a transmissão marcada para as 21h30 após ser notificada de duas ordens judiciais no mesmo dia. A primeira medida, do TSE, vetou regras que previam perguntas a um púlpito vazio após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avisar que não iria. A segunda ordem partiu de Gilmar Mendes para assegurar vaga a Renan, provocando a desistência imediata de Flávio Bolsonaro (PL), que também alegou interferência indevida e desequilíbrio na disputa.
Diferentemente do caso do Missão, o partido de Zema comprovou no TSE o cumprimento da bancada mínima de cinco deputados federais antes do marco temporal de 20 de julho, o que assegurou o direito de presença por determinação legal anterior. Com a suspensão do debate que contaria também com Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), os eleitores deixaram de acompanhar o confronto direto na reta final antes do primeiro turno de 4 de outubro.
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