Votos brancos e nulos para deputado federal caem para 8,58%
Índice de votos descartados é o menor desde 2010 e representa praticamente a metade do registrado na disputa de 2018.
Foto: Gabriel Tiveron / Unsplash
O contingente de eleitores que anularam ou votaram em branco na eleição para deputado federal totalizou 8,58% dos votos registrados para a Câmara dos Deputados, superando 10 milhões de cidadãos. O número representa a menor marca observada desde 2010 e equivale a quase metade do patamar registrado em 2018, quando os votos não aproveitados chegaram a 16,1%.
Segundo informações divulgadas pela Agência Câmara, a soma dividiu-se entre 6,44 milhões de votos em branco (5,17%) e 4,26 milhões de nulos (3,42%). No total, foram computados 124,7 milhões de votos válidos para a definição das cadeiras do Legislativo federal.
A opção de voto em legenda, situação em que o eleitor digita apenas o número da agremiação partidária, alcançou 3,43 milhões de confirmações nas urnas, correspondendo a 2,75% do total de votos válidos apurados em todo o país.
Variações registradas nos estados
O levantamento apontou oscilações sensíveis entre as unidades federativas. No voto em branco, Pernambuco (6,57%) e Rio Grande do Sul (6,55%) tiveram os índices mais altos. Em volume nominal, o estado de São Paulo concentrou a maior quantia absoluta, com 1,56 milhão de votos dessa natureza.
Entre os votos anulados, o Rio de Janeiro despontou com a maior proporção estadual, marcando 4,77%, ao passo que o Maranhão registrou o menor índice, com 1,38%. No voto exclusivo na legenda partidária, o Piauí atingiu a taxa mais elevada, com 3,68%, enquanto o Amapá teve a menor participação nesse formato, com 2,46%.
A retração de opções em branco e nulas amplia o peso das decisões diretas sobre candidaturas e agremiações partidárias, mantendo parcela superior de eleitores ativos no cálculo do quociente que define a distribuição de cadeiras em Brasília.
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