Uso do Pix cai 10% após cerco do governo federal a bets ilegais
Força-tarefa mira fluxo financeiro, bloqueia R$ 4,17 bilhões e pede a derrubada de mais de 5,2 mil sites de apostas irregulares.

Foto: Cesar I. Martins / Flickr (CC BY 2.0)
As operações de fiscalização e combate às bancas clandestinas de apostas de quota fixa provocaram uma redução imediata de aproximadamente 10% no volume total de transferências via Pix no Brasil entre sábado (26) e segunda-feira (28). O número foi divulgado nesta terça-feira (29) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública durante a apresentação do balanço da força-tarefa federal criada para conter o setor irregular no país.
A mudança na estratégia do Executivo prioriza o estrangulamento financeiro das organizações em vez de atuar apenas na derrubada isolada de endereços eletrônicos, conforme noticiou o Poder360. Ao todo, bloqueios judiciais e administrativos executados pelas autoridades alcançaram a marca de R$ 4,17 bilhões ao longo de 12 operações policiais especializadas.
Durante a apuração técnica, o governo identificou 63 pessoas jurídicas que operavam como intermediárias para receber repasses de jogos ilegais. Bancos e instituições de pagamento receberam atos de constatação para congelar imediatamente as transações destinadas a essas contas, acompanhados da instauração de três processos administrativos para responsabilização nas esferas penal e tributária.
Bloqueio digital e sanções
Na vertente de conectividade, a força-tarefa encaminhou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a solicitação de bloqueio de 5.209 páginas ilegais, sendo 2.387 pedidos enviados apenas na segunda-feira. As operadoras e os mais de 20 mil provedores de internet em atividade no país levam cerca de oito horas para efetivar a interrupção técnica do sinal após o aviso.
A ofensiva também determinou a retirada de 186 aplicativos nas plataformas digitais e removeu 390 páginas nas redes Instagram e Facebook. Além disso, foram desarticulados grupos no aplicativo Telegram que reuniam mais de 1 milhão de participantes focados na divulgação de links irregulares. A Secretaria de Direitos Digitais comunicou que plataformas e lojas de aplicativos que descumprirem as exigências legais ficam sujeitas a sanções como advertências, multas e suspensão de operação.
A força-tarefa reúne a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, a Secretaria Nacional do Consumidor, Procons e a Secretaria de Comunicação Social. Com o fechamento das portas bancárias e a vigilância permanente das autoridades, o cidadão que insistir em apostar em plataformas sem autorização oficial corre o risco imediato de ter valores travados no sistema de pagamentos e não conseguir resgatar o saldo.
Leia também
Decreto permite bloquear celular em presídio sem aval judicial
Governo federal cria programa com a Anatel para inutilizar aparelhos via IMEI e instalar bloqueadores de sinal nas penitenciárias.
Por Redação Giro Cidadão
Governo envia Força Nacional para Belo Monte por 90 dias
Ministério da Justiça autoriza reforço de segurança na hidrelétrica no Pará para proteger patrimônio e manter ordem pública.
Por Redação Giro Cidadão
Fazenda prevê bloqueio de 10 mil sites de apostas no país
Após derrubar 78 mil páginas, equipe econômica mira novas plataformas irregulares e prepara bloqueio de contas financeiras.
Por Redação Giro Cidadão

Carro de Flávio Bolsonaro passa por vistoria de bomba na Band
Esquadrão antibomba da PM inspecionou veículo após alerta de inteligência e evacuação de autoridades em São Paulo.
Por Redação Giro Cidadão
O Giro na sua caixa de entrada
Política e o que muda na sua vida de cidadão, uma vez por semana. Sem spam.
