TSE suspende canal de WhatsApp ligado a campanha de Lula
Decisão de Nunes Marques atende a pedido de Flávio Bolsonaro e determina preservação de registros da página.
Foto: Daniel Granja / Unsplash
O Tribunal Superior Eleitoral determinou a suspensão do canal intitulado Exército de Lula no WhatsApp. A ordem partiu do presidente da Corte, ministro Nunes Marques, após representação formulada pela campanha do candidato Flávio Bolsonaro. Além de ordenar a retirada do ar da página, a decisão estabeleceu o bloqueio do conteúdo e a guarda integral de dados e registros para apurações eleitorais.
Conforme noticiou o Poder360, a estrutura na plataforma de mensagens foi criada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O espaço digital era voltado à propagação de materiais favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à veiculação de ataques contra o candidato de oposição no pleito.
A deliberação de Nunes Marques ocorreu no âmbito de uma ação de investigação judicial eleitoral. Inicialmente, o relator e corregedor do tribunal, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, havia estabelecido prazo de cinco dias para manifestação prévia de Janones e da campanha petista, sem expedir ordem de bloqueio cautelar imediata.
Diante da ausência de medida urgente inicial, os representantes jurídicos de Flávio Bolsonaro entraram com pedido de providências administrativas perante a presidência da Corte contra a Meta, responsável pelo WhatsApp, e contra Janones. A peça jurídica acusou o canal de difundir conteúdos inverídicos sobre o postulante, incluindo tópicos já considerados falsos em julgamentos anteriores da própria Justiça Eleitoral.
A petição apontou ainda manobras destinadas a burlar os limites usuais de encaminhamento e as diretrizes de notificações do aplicativo. Diante do deferimento da suspensão e da ordem de guarda das provas, o processo segue em tramitação para apuração de eventuais ilícitos na disputa eleitoral.
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