TSE registra 59 presos e R$ 380 mil apreendidos nas eleições
Balanço parcial da votação aponta crimes eleitorais por compra de votos e boca de urna, além de transferência de seções provocada por temporais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 59 detenções por crimes eleitorais em todo o país até a tarde deste domingo (4), durante a realização do primeiro turno. Entre os detidos, 25 pessoas foram autuadas em flagrante por infrações que incluem propaganda irregular e compra de votos. A Justiça Eleitoral e as forças de segurança apreenderam mais de R$ 380 mil em espécie e contabilizaram 453 registros ligados a conteúdos de desinformação.
No estado de São Paulo, 34 pessoas foram detidas ou apreendidas pela Polícia Militar por condutas ilícitas relacionadas ao pleito, de acordo com informações da Agência Brasil. O maior volume de ocorrências em território paulista envolveu a prática de boca de urna. No município de Franca, uma mulher foi levada ao Distrito Policial após confessar que receberia R$ 100 para distribuir panfletos perto de uma escola, enquanto na zona sul da capital três pessoas acabaram flagradas na mesma infração.
Apesar dos flagrantes, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José Antonio Encinas Manfré, afirmou que a votação transcorreu dentro da normalidade na maior parte dos municípios. O principal transtorno no estado decorreu das fortes chuvas, que demandaram 276 atendimentos do Corpo de Bombeiros. Em Presidente Prudente, o temporal destelhou a Escola Florivaldo Leal, obrigando a Justiça Eleitoral a transferir as urnas para a unidade da Unesp.
Em âmbito nacional, 1.121 urnas eletrônicas precisaram de substituição técnica, conforme balanço apresentado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. O estado com maior índice de trocas de equipamentos foi o Paraná, atingido por vendavais que deixaram 140 cidades sem energia elétrica pela manhã. Como as seções dispõem de baterias próprias e geradores locais, nenhuma seção eleitoral precisou recorrer à cédula de papel.
A votação oficial segue até as 17h, pelo horário de Brasília, momento em que os colégios fecham os portões e o TSE começa a totalizar os boletins de urna. Quem ainda estiver na fila no horário limite de encerramento tem o direito de receber uma senha dos mesários para exercer o voto.
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