Senado pauta PEC da escala 6x1 para votação em 6 de outubro
Proposta que reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas será analisada em plenário dois dias após o primeiro turno das eleições.
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para 6 de outubro, terça-feira, a votação em plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que acaba com o modelo de escala 6x1 no país. A inclusão da matéria na pauta ocorrerá exatamente dois dias após o primeiro turno das eleições, marcado para o domingo, 4 de outubro.
A proposta fixa a duração máxima da jornada semanal de trabalho em 40 horas, contra as 44 horas atuais, e determina dois dias de repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos, sem redução de salários. Conforme noticiou a Jovem Pan, a pauta atende a uma demanda direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tratou da urgência da matéria em reunião no Palácio da Alvorada em 14 de agosto.
Resistência e impacto nas empresas
A PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e recebeu aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no início de setembro. O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), manteve o texto da Câmara e rejeitou alterações. Na comissão, quatro parlamentares votaram contra o parecer: Rogério Marinho (PL-RN), Tereza Cristina (PP-MS), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).
Durante audiências e debates temáticos promovidos na Casa, entidades empresariais e senadores contrários à matéria manifestaram preocupação com a alta de custos operacionais e a perda de competitividade das empresas caso o limite seja imposto sem espaço para negociação. Em contrapartida, defensores da proposta sustentam que o modelo garante melhoria na qualidade de vida e mais tempo de descanso à população trabalhadora.
Rito de votação no Congresso
Por se tratar de alteração constitucional, o texto precisa do apoio de pelo menos 49 senadores, número equivalente a três quintos da composição do Senado, em dois turnos de votação. A matéria tramita sob calendário especial aprovado na CCJ para acelerar o processo deliberativo no plenário.
Caso o plenário aprove a proposta sem mudanças no teor do texto, a PEC seguirá diretamente para promulgação pelo Congresso Nacional. Se os senadores aprovarem alterações de mérito, o projeto precisará voltar para nova análise dos deputados antes de entrar em vigor.
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