Roberta Luchsinger ironiza laços com Lulinha e cita Lula
Alvo de inquérito da Polícia Federal, empresária nega participação em fraudes no INSS e manifesta intenção de fechar delação premiada.

A empresária Roberta Luchsinger afirmou em entrevista à emissora CNN Brasil que está disposta a fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Investigada em inquérito que apura fraudes na estrutura do INSS, ela rebateu as acusações sobre a sua influência no governo federal e ironizou o suposto nível de acesso aos bastidores de Brasília.
Durante a transmissão, repercutida pelo perfil @Haaaysb no X, Roberta declarou que, caso exercesse todo o poder que lhe atribuem, seria sócia do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e não do filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A empresária assegurou que não pretende poupar ninguém nas declarações oficiais que prestará às autoridades.
Segundo informações divulgadas também pelo Metrópoles, Roberta justificou o interesse pela delação para proteger a si mesma e às suas duas filhas. Ela relatou sofrer ameaças de morte frequentes e disse sentir o peso da máquina estatal voltada contra a sua família, sustentando que possui informações acumuladas ao longo de sua convivência nos círculos de poder.
Reuniões com ministros e contratos
A empresária ainda chamou o presidente da República de mentiroso por negar a existência de relações políticas do filho com integrantes do primeiro escalão. Conforme relatou a reportagem do portal Terra, ela garantiu que Lulinha se reunia semanalmente com ministros, embora tenha declarado não saber se os diálogos eram de natureza formal ou informal.
Ao abordar as suspeitas sobre a sua atuação profissional, Roberta negou veementemente ter operado esquemas ilegais na Previdência Social. A empresária explicou que prestava serviços de assessoria sobre regras e resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o empresário Antônio Carlos Camilo, com quem encerrou o vínculo assim que surgiram as denúncias.
O caso permanece em tramitação nas esferas policiais e jurídicas. Diante da promessa de colaboração formal, os depoimentos prestados por Roberta Luchsinger à Polícia Federal devem definir os próximos passos da investigação e o eventual envolvimento de nomes do primeiro escalão da política nacional.
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