PL quer comandar 7 comissões da Câmara a partir de 2027
Sóstenes Cavalcante diz que o partido calcula ter direito a presidir sete colegiados permanentes, mas a escolha depende de acordo e de decisão da bancada em 11 de novembro.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta terça-feira (3.nov.2026) que o partido calcula ter direito à presidência de 7 comissões permanentes a partir de 2027. A declaração foi dada a jornalistas na sede da legenda, no complexo Brasil 21, em Brasília, depois de uma reunião de líderes sobre a eleição das Mesas Diretoras do Congresso, como noticiou o Poder360.
Segundo o deputado, a conta é feita com base no direito regimental da legenda. "Temos um mapeamento do que é o nosso direito regimental, que, neste caso, são 7 comissões permanentes", disse. O PL ainda não definiu quais colegiados quer comandar. A ordem de escolha, afirmou ele, depende de uma eventual composição com outros partidos na disputa pela presidência da Câmara.
Sóstenes lembrou que, em negociações anteriores, a legenda abriu mão de espaços em comissões para viabilizar acordos. Desta vez, defendeu que a distribuição respeite a proporcionalidade partidária, mesmo que o PL fique fora de um bloco parlamentar. "Estando no bloco é uma ordem de pedidas, estando fora do bloco é outra ordem de pedidas", declarou.
Há um ponto que pesa sobre a conta. Segundo a reportagem, o Regimento Interno da Câmara não garante automaticamente ao PL o comando dos sete colegiados. A proporcionalidade orienta a divisão das vagas entre partidos e blocos, mas os presidentes das comissões são eleitos pelos próprios integrantes, conforme o artigo 39.
O debate acontece em meio a divergências internas do partido sobre apoiar ou não Hugo Motta (Republicanos-PB) na eleição para a presidência da Câmara, marcada para fevereiro de 2027. Parte da bancada defende manter a independência da legenda, mesmo que isso signifique perder espaços na estrutura da Casa. Mais cedo, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que prefere abrir mão da presidência da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) a apoiar Motta. Para ele, o partido deve priorizar sua identidade política em vez de negociar cargos.
Sóstenes admitiu que o PL não descarta ficar isolado nas negociações. "Estar isolado em um 1º momento não significa uma má estratégia", declarou.
A decisão sobre o posicionamento da bancada foi adiada para 11 de novembro, data em que também serão ouvidos os 32 novos deputados eleitos. Segundo o líder, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, vai respeitar a posição definida pelos congressistas. Para o leitor, o próximo marco é essa reunião da bancada, que deve mostrar se o partido entra em acordo com outras legendas ou segue sem bloco.
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