PL apoia Rogério Marinho na disputa pela presidência do Senado
Bancada articula candidatura para fevereiro de 2027 enquanto Davi Alcolumbre busca reeleição no comando da Casa.
O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) manifestou apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado Federal. O posicionamento foi anunciado no sábado (31 de outubro de 2026), após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, e reforça o movimento da oposição para disputar o comando da Mesa Diretora do Congresso.
A eleição interna para a chefia do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027, data em que os senadores eleitos tomam posse. Conforme noticiou o Poder360, o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), articula sua permanência no cargo, enquanto a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também é avaliada como opção entre lideranças partidárias.
A indicação de Rogério Marinho, líder da oposição e coordenador da recente campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), conta com o respaldo de integrantes da bancada. Em manifestação transmitida a partir dos Estados Unidos, Flávio apontou que o Congresso, especialmente o Senado, funcionará como a principal trincheira de contraponto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Cenário político e saúde de Bolsonaro
Durante o encontro de duas horas com o pai, que cumpre pena em regime de prisão domiciliar, Carlos relatou preocupação com a saúde do ex-presidente, mencionando episódios de soluço e perda de peso. O parlamentar eleito afirmou que o grupo manterá a atuação parlamentar para defender as pautas e compromissos firmados com o eleitorado conservador.
O momento do grupo político também reflete os desdobramentos de medidas cautelares recentes. Flávio Bolsonaro viajou para o exterior após a Polícia Federal solicitar a apreensão do seu passaporte, providência chancelada pelo Supremo Tribunal Federal. O deputado Eduardo Bolsonaro também segue fora do país em meio a determinações judiciais emitidas pela Suprema Corte.
A disputa pelo comando do Legislativo ganha contornos decisivos para a tramitação de projetos de controle de gastos, reformas estruturais e fiscalização do Executivo. A definição oficial ocorrerá na abertura dos trabalhos legislativos de 2027, quando os 81 senadores votarão para escolher quem pautará as votações e presidirá as comissões.
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