PL aciona TSE contra Lula por mensagens com dados do Gov.br
Ação judicial pede cassação e aponta suposto uso da máquina pública e de dados oficiais em notificações pelo WhatsApp.
A campanha do Partido Liberal acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral pedindo a cassação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O processo questiona a utilização de cadastros oficiais do governo federal para o envio de mensagens em massa pelo aplicativo WhatsApp sobre benefícios sociais durante o período eleitoral.
De acordo com informações divulgadas pela Jovem Pan, a representação aponta suspeita de abuso de poder político, econômico e de autoridade. A acusação afirma que a estrutura governamental foi direcionada para promover ações do Executivo, usando informações oriundas do sistema Gov.br, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Receita Federal.
Entre as notificações enviadas aos cidadãos estariam comunicações personalizadas sobre benefícios como Bolsa Família, Gás do Povo, Luz do Povo e Farmácia Popular. No pedido liminar, a campanha solicita a interrupção imediata dos disparos e a alteração da foto de perfil da conta institucional GovBR, para que seja adotada uma imagem neutra de identificação federal.
Gastos e contratos citados
O processo cita um contrato em vigor firmado entre o Ministério da Gestão e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). O acordo, assinado originalmente em 2021 e válido até dezembro deste ano, prevê uma estimativa de até 170 milhões de notificações mensais por canais digitais, ao custo previsto de R$ 20,4 milhões em doze meses pagos com recursos públicos.
Na petição apresentada à Justiça Eleitoral, os advogados sustentam que nenhum candidato de oposição dispõe de acesso a bases de dados dessa magnitude. O documento destaca que a coleta de dados voltada a serviços públicos não pode sofrer desvio de finalidade para a comunicação governamental durante disputas eleitorais.
O pedido formulado no TSE agora aguarda deliberação inicial sobre a liminar requerida para suspender os disparos. Caberá aos ministros da corte avaliar a regularidade do uso das ferramentas oficiais de comunicação e decidir se as condutas descritas configuraram desequilíbrio eleitoral.
Leia também

Bolsa Família: reajuste de 15% antes da eleição gera debate
Aumento no piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 custará R$ 5,8 bilhões em 2026 e motiva críticas sobre impacto fiscal e uso eleitoral.
Por Redação Giro Cidadão
Conselho da Meta vê falhas e TSE proíbe restrição a candidatos
Órgão supervisor cobra transparência após tribunal vetar limitação desigual no alcance de publicações durante a disputa presidencial.
Por Redação Giro Cidadão

Meme sobre suposto sumiço de relógio de Lula viraliza na web
Vídeo com montagem bem-humorada durante ato público ganha repercussão nas redes sociais, mas não há registro de furto real.
Por Redação Giro Cidadão
Gilmar cobra rigor do TSE sobre redes na eleição de 2026
Ministro do STF aponta necessidade de vigilância contra desequilíbrios em redes sociais em meio a disputas no TSE.
Por Redação Giro Cidadão
O Giro na sua caixa de entrada
Política e o que muda na sua vida de cidadão, uma vez por semana. Sem spam.
