Padilha rebate acusação de propina em fundos ligada ao Master
Ministro da Saúde classifica como farsa relato de banqueiro sobre suposta cobrança de taxa para liberar aportes em fundos de pensão.
Foto: Gabriel Tiveron / Unsplash
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou como farsa as declarações prestadas pelo empresário Daniel Vorcaro à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O banqueiro alegou que o petista participava de um esquema de cobrança de propinas para viabilizar investimentos de fundos de pensão estatais no Banco Master.
As afirmações faziam parte de uma proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro que acabou rejeitada pelos órgãos de investigação por falta de provas, conforme informou o Poder360. O fundador do banco sustentava que o grupo cobraria 10% dos valores aportados por entidades como Petros e Postalis, com a meta de captar R$ 10 bilhões e recolher até R$ 1 bilhão em vantagens indevidas.
Registros telefônicos e mensagens obtidos pela PF no âmbito da Operação Compliance Zero apontam a intermediação de um consultor nas tratativas entre o banco e dirigentes de fundos. As mensagens do celular de Vorcaro descrevem contatos iniciados em fevereiro de 2024, incluindo uma reunião com Padilha no Palácio do Planalto no início de março daquele ano, época em que o ministro chefiava a Secretaria de Relações Institucionais.
Relatos rejeitados pela PGR
O banqueiro também afirmou ter repassado R$ 500 mil ao intermediário após a instituição financeira ser habilitada para investimentos, além de declarar ter destinado R$ 30 milhões em dinheiro vivo para a produção de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A PGR informou que as tratativas ocorreram apenas por meio de advogados e que não houve depoimento formal ou aceitação do material apresentado.
Em resposta pública, Padilha negou qualquer irregularidade e atribuiu as acusações a uma armação política encabeçada pela oposição. O ministro declarou que a acusação busca criar uma cortina de fumaça para proteger adversários que mantinham relações diretas com o próprio empresário investigado.
A campanha governista e as defesas dos citados reforçaram que os relatos carecem de sustentação documental e foram descartados pelas autoridades judiciais competentes. As apurações continuam no âmbito policial para apurar a conduta de intermediários e garantir a regularidade na aplicação dos recursos pertencentes às entidades de previdência complementar.
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