Nikolas e Pavanato superam 3 milhões de votos para a Câmara
Candidatos do PL lideram a apuração nacional nas eleições de 2026, seguidos por nomes do PSOL entre os mais votados para deputado federal.
A apuração da eleição de 2026 para a Câmara dos Deputados confirmou Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) como os dois parlamentares mais votados de todo o país. Ambos romperam a marca de 3 milhões de votos em seus respectivos estados e puxaram a lista dos candidatos com maior apoio popular nas urnas deste domingo (4).
Nikolas Ferreira recebeu 3.119.318 votos em Minas Gerais, o que equivale a 24,7% do eleitorado mineiro que compareceu ao pleito, segundo a Agência Brasil. O parlamentar tem 30 anos e garantiu seu segundo mandato federal após ter obtido 1,49 milhão de votos em 2022. Na última legislatura, ele atuou na vice-liderança da oposição e presidiu a Comissão de Educação.
Em São Paulo, Lucas Pavanato (PL) contabilizou 3.038.438 votos (11,5% dos sufrágios válidos do estado), estabelecendo a maior marca já registrada por um deputado federal na história paulista. O resultado superou a marca anterior de Eduardo Bolsonaro, conquistada em 2018. Pavanato tem 28 anos, nasceu em Sorocaba e havia sido eleito vereador da capital paulista em 2024.
Recorde feminino e bancada do PSOL
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) terminou como a terceira mais votada no cenário nacional e a segunda em território paulista, com 1.596.472 votos (5,9% dos votos de São Paulo). O resultado transformou a parlamentar na mulher mais votada da história da Câmara dos Deputados, superando a marca obtida por Joice Hasselmann em 2018. Na sequência da lista de mais votados no país aparecem André Fernandes (PL-CE), com 684.732 votos, e Sâmia Bomfim (PSOL-SP), com 583.107 votos.
A lista dos nomes com expressiva votação no país traz ainda Julia Zanatta (PL-SC), com 560.223 votos; Ana Elisa (PT-MG), com 524.129; Kim Kataguiri (Missão-SP), com 520.071; Tabata Amaral (PSB-SP), com 476.383; e Jeffrey Chiquini (Novo-PR), com 425.399 votos. No caso de São Paulo, os cinco primeiros colocados na disputa para a Câmara têm todos menos de 40 anos de idade.
Derrotas de veteranos da esquerda
Enquanto novos nomes concentraram milhões de votos, o Partido dos Trabalhadores registrou derrotas de nomes tradicionais no colégio eleitoral paulista. O fundador da sigla e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, de 80 anos, somou 78.449 votos e não obteve vaga no Congresso Nacional. O deputado federal Rui Falcão, de 82 anos, ex-presidente nacional da legenda petista, também não conseguiu renovar o mandato ao registrar 106 mil votos.
O volume recorde obtido pelos primeiros colocados impacta diretamente a distribuição das bancadas partidárias pelo cálculo do quociente eleitoral, garantindo peso decisivo para a oposição e para legendas polarizadas na distribuição de comissões temáticas na próxima legislatura da Câmara dos Deputados.
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