Lula sai em defesa de Jaques Wagner após operação da Polícia Federal no caso Banco Master
Presidente afirmou que o líder petista deseja depor sobre a suspeita de propina mensal de R$ 3 milhões apurada pelo STF.

Foto: congresochile / Flickr (CC BY 2.0)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu publicamente em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo recente da 9ª fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal. Durante participação no programa Flow Podcast, Lula sustentou que o parlamentar baiano não tem envolvimento com irregularidades financeiras ligadas ao Banco Master e ao Credcesta. Segundo o chefe do Executivo, o próprio líder governista deseja prestar esclarecimentos formais aos investigadores o quanto antes.
Conforme noticiou o Poder360, as medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Os agentes federais cumpriram 18 mandados de busca e apreensão distribuídos pela Bahia, por São Paulo e pelo Distrito Federal. A determinação do STF incluiu ordens restritivas diretas contra os citados, como o recolhimento de passaportes e a proibição de comunicação entre os alvos.
O inquérito mira a prática de crimes como corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além de Wagner, o cerco atingiu Augusto Ferreira Lima, proprietário do Banco Pleno e ex-sócio do Master. Documentos do caso apontam que o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, no âmbito de uma negociação de delação premiada, que repassava R$ 3 milhões por mês em propina para um grupo associado diretamente ao senador do PT.
Ao abordar o tema, Lula detalhou a origem do negócio e argumentou que Wagner apenas instituiu um programa social de cesta básica quando chefiou o governo baiano, iniciativa que mais tarde deu origem ao Credcesta. O presidente declarou que o Executivo estadual privatizou o serviço e que os novos controladores assumiram a carteira antes de pleitear a autorização de instituição financeira na capital federal.
Durante a entrevista, o mandatário transferiu a responsabilidade da autorização bancária ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e à gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central, período em que, segundo ele, teriam se iniciado os desvios. O processo segue sob a condução do STF, com peritos analisando os arquivos apreendidos para organizar o calendário dos depoimentos.
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