GSI oculta visitas de investigada com Lulinha ao Alvorada
Gabinete de Segurança Institucional impôs sigilo sobre entradas de Roberta Luchsinger na residência oficial da Presidência da República.
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República negou o fornecimento dos registros de entrada e saída de Roberta Luchsinger no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A recusa ocorreu após solicitação apresentada por meio da Lei de Acesso à Informação.
A justificativa do órgão federal, conforme noticiou o Poder360, é de que as informações estão protegidas por sigilo porque a divulgação geraria risco à segurança de autoridades nacionais e familiares. O GSI também não estabeleceu um prazo limite para que os relatórios de acesso ao palácio sejam abertos à fiscalização pública.
Na resposta formal, a estrutura de segurança sustentou que a circulação de pessoas em residências oficiais deve ser resguardada para proteger a intimidade e a vida privada das autoridades. Segundo o órgão, a transparência só se aplicaria a agendas de caráter estritamente oficial ou a casos de agentes privados em representação explícita de interesses perante a administração.
Contraste com outros órgãos federais
A postura restritiva adotada pelo Alvorada contrasta com retornos dados por outras estruturas do próprio Poder Executivo sobre o mesmo nome. O Ministério da Previdência Social declarou, após varredura em seus bancos de dados, que não identificou registros de entrada ou saída associados à lobista. Da mesma forma, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) comunicou que não localizou movimentações de Roberta em suas dependências.
Roberta Luchsinger é investigada ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, em três inquéritos conduzidos pela Polícia Federal pelo crime de tráfico de influência. As investigações apuram se a dupla atuou junto a autoridades de órgãos e estatais federais para favorecer companhias privadas.
Entre as apurações em andamento na Polícia Federal, foi identificada a atuação conjunta de Lulinha, Roberta e do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, em favor da fabricante de fertilizantes Unigel perante a Petrobras. Os autos apontam que a lobista chegou a firmar contrato de consultoria com a diretoria da empresa privada.
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