GSI e PF ignoraram ordem judicial em ato de Lula, diz PM
Relatório oficial da Polícia Militar de São Paulo enviado à Justiça Eleitoral aponta bloqueios irregulares na Avenida Paulista.
Agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Polícia Federal (PF) desrespeitaram determinação da Justiça Eleitoral durante ato de campanha eleitoral na Avenida Paulista, em São Paulo. A denúncia consta em um relatório oficial elaborado pela Polícia Militar paulista, referente a eventos ocorridos em 3 de outubro, na véspera do primeiro turno das eleições.
De acordo com informações obtidas pela Revista Oeste, militares federais instalaram grades para interromper o fluxo de veículos e uma viatura da PF foi utilizada para travar a circulação de um caminhão de som. O documento militar aponta que os agentes federais rejeitaram as orientações dos policiais de São Paulo para seguir ordens diretas de membros da organização partidária da campanha.
A movimentação contrariou as regras fixadas pela juíza Maria Cláudia Bedotti, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). A magistrada havia concedido liminar parcial autorizando a caminhada, mas com a exigência expressa de manter vias liberadas, respeitar as diretrizes da PM e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), além de proibir qualquer estrutura que colocasse em risco o transporte de servidores e das urnas eletrônicas.
Conflito de ordens e registros em vídeo
O relatório descreve atritos desde a véspera da manifestação. Durante reunião no Exército, o coronel da reserva Rogério Brito de Miranda, contratado pela campanha e ex-integrante do GSI, exigiu o fechamento da avenida e tentou subordinar a PM às orientações federais, ignorando as restrições impostas pela Justiça estadual. No dia seguinte, por volta das 9h, integrantes do GSI mantiveram a instalação de bloqueios mesmo advertidos sobre a decisão judicial.
Imagens gravadas pelas câmeras operacionais dos policiais militares registraram os incidentes e mostram episódios de hostilidade contra os agentes públicos estaduais. Uma viatura da Polícia Federal foi estacionada em frente a um caminhão de som para impedir a manobra recomendada pela PM, gerando recusa e agressões verbais por parte de coordenadores da manifestação.
O comando da Polícia Militar encaminhou todo o dossiê com os relatórios e filmagens ao TRE-SP. O material agora aguarda manifestação oficial e medidas cabíveis da Justiça Eleitoral sobre o descumprimento das ordens judiciais expedidas para a segurança do pleito na capital paulista.
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