Flávio aciona Procuradoria contra fake news sobre padroeira
Representação mira 29 perfis por disseminação coordenada de boato que distorce projeto arquivado da Câmara.

Foto: Senado Federal / Flickr (CC BY 2.0)
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma notícia-crime à Procuradoria-Geral Eleitoral para apurar a disseminação coordenada de um boato que o acusa de querer retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O pedido foi protocolado na sexta-feira (25 de setembro de 2026) e lista ao menos 29 perfis em redes sociais como alvos iniciais da investigação.
A peça jurídica solicita a identificação imediata da origem das postagens, dos administradores das contas e de possíveis elos de articulação entre os envolvidos. Como noticiou o Poder360, os advogados pediram a abertura de inquérito para investigar a prática de crime eleitoral com base no artigo 323 do Código Eleitoral, sob o argumento de que a propagação da fraude lesiona o direito do eleitor a um voto livre de enganos.
Origem de proposta antiga da Câmara
A desinformação começou a viralizar na noite de quinta-feira (24 de setembro de 2026). Flávio nunca apresentou proposta com esse teor no Congresso. A narrativa falsa usou de forma deturpada o Projeto de Lei 2.623 de 2007, de autoria do ex-deputado Professor Victório Galli (PMDB-MT), que sugeria alterar a denominação oficial do feriado de 12 de outubro. A proposta de Galli foi rejeitada pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara e arquivada em definitivo anos atrás.
Em pronunciamento divulgado na rede social X, Flávio negou veementemente a intenção de modificar o título da padroeira, afirmou respeitar todas as religiões e atribuiu a criação do boato a militantes do Partido dos Trabalhadores (PT).
Decisão e alcance no TSE
No Tribunal Superior Eleitoral, o ministro André Mendonça acolheu medida cautelar na sexta-feira e classificou como notoriamente inverídica a afirmação de que o senador ou membros de sua família tenham apoiado ou pretendam apoiar a mudança do título da santa. A ordem de remoção abrange formatos em texto, imagem, áudio, vídeo e memes.
De acordo com levantamento apresentado pelos advogados à Justiça, a campanha desinformativa já reunia 2.086 publicações em 1.674 contas diferentes, acumulando mais de 21 milhões de visualizações e 312 mil compartilhamentos. Com o protocolo na Procuradoria Eleitoral, o órgão ministerial deve decidir sobre a instauração do inquérito para rastrear a autoria dos conteúdos.
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