Caiado critica TSE e STF após cancelamento de debate na TV
Candidato do PSD chamou decisões judiciais de interferência no processo eleitoral após cancelamento do último debate na TV Globo.

Foto: Democratas - A Força das Novas Ideias / Flickr (CC BY 2.0)
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) classificou como "atentado à democracia brasileira" as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as regras do debate presidencial da TV Globo. A manifestação ocorreu no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (1º de outubro de 2026), logo após a emissora cancelar o programa que seria transmitido antes do primeiro turno.
A emissora suspendeu o encontro após determinações das Cortes e o anúncio de desistência de Flávio Bolsonaro (PL), como noticiou o Poder360. Na mesma quinta-feira, o TSE determinou que a TV Globo não poderia deixar no estúdio o púlpito destinado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já havia avisado que não participaria, e proibiu perguntas dos adversários ao candidato ausente. Em seguida, o ministro do STF Gilmar Mendes mandou incluir Renan Santos (Missão), contrariando posicionamento anterior do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.
Com a decisão do tribunal eleitoral sobre o púlpito, Flávio Bolsonaro declarou ter sofrido censura e desistiu de comparecer. A desistência levou ao cancelamento do debate, do qual também participariam Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), que havia conseguido vaga por ordem judicial. Diante dos fatos, Caiado declarou a jornalistas que as intervenções judiciais ferem a disputa e afirmou ver risco de o país rumar para o que chamou de "ditadura da toga".
Caiado também apontou Lula como responsável pelo cenário, criticando a decisão do petista de conceder entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário da transmissão cancelada por considerar debates infrutíferos. O candidato do PSD lembrou sua participação na disputa presidencial de 1989, ressaltando que naquela época os debates ocorreram sem ingerência externa e que o momento atual afeta a confiança do cidadão nas instituições.
Com a suspensão do encontro nos estúdios, os cidadãos deixam de acompanhar o confronto direto de propostas e prestação de contas dos postulantes ao Planalto a poucos dias da votação, restando aos eleitores a consulta direta aos planos de governo e às agendas finais de campanha.
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