Bancos têm até esta quarta para devolver R$ 1,3 bi de bets
Instituições financeiras encerram prazo para restituir saldos de 26,5 milhões de apostadores; repasses travados vão para a Caixa.
Foto: Towfiqu barbhuiya / Unsplash
Termina nesta quarta-feira (14) o prazo para bancos e instituições financeiras devolverem cerca de R$ 1,325 bilhão deixado por apostadores em plataformas de apostas online que foram desativadas. O encerramento compulsório das empresas decorre da Medida Provisória 1.394/2026, editada pelo governo federal em 25 de setembro e que ainda passará por votação no Congresso Nacional para não perder a validade.
A devolução começou na sexta-feira (9) e deve atingir aproximadamente 26,5 milhões de pessoas em todo o país, como noticiou a Jovem Pan. As plataformas tiveram até a última quinta-feira (8) para enviar às instituições bancárias as informações cadastrais e os saldos associados aos CPFs e às contas de origem, após o encerramento da fase de saques voluntários pelos próprios sites.
Nas situações em que a transferência direta não puder ser completada por inconsistência cadastral ou problemas operacionais, o dinheiro restante será transferido para a Caixa Econômica Federal a partir desta quarta-feira. Caberá ao banco público operacionalizar os pagamentos pendentes, com orientações que serão publicadas nos canais oficiais do Ministério da Fazenda.
A distribuição dos recursos revela concentração em quantias muito pequenas: 86,2 milhões de contas continham saldo entre R$ 0,01 e R$ 0,99, somando cerca de R$ 15,5 milhões, volume que supera o número de apostadores em razão de cadastros repetidos em múltiplos sites. No outro extremo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, comunicou que aproximadamente 40 CPFs com grandes somas depositadas passam por averiguação para identificar possíveis irregularidades, inclusive suspeitas de lavagem de dinheiro.
Para conferir a liberação do dinheiro, o cidadão deve monitorar o extrato da mesma conta bancária que utilizou para transferir recursos à plataforma de apostas. Não existe cobrança de taxa, pedido de depósito antecipado ou solicitação de senhas bancárias para o resgate do valor, cabendo ao titular procurar diretamente sua instituição financeira caso note atrasos ou contatos suspeitos.
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