Bancada do agro reelege 173 parlamentares no Congresso em 2026
Frente Parlamentar da Agropecuária renova 50% dos mandatos e amplia presença no Senado com migração de deputados federais.
Foto: Gabriel Tiveron / Unsplash
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) garantiu a reeleição de metade dos seus quadros nas eleições de 2026. Ao todo, 173 dos 345 congressistas cadastrados na bancada asseguraram mandato para a próxima legislatura no Congresso Nacional a partir de 2027.
Conforme levantamento divulgado pelo Poder360, o grupo contava com 297 deputados federais na lista oficial atualizada em 27 de julho. Desse total na Câmara, 150 conseguiram novo mandato parlamentar na votação de domingo, 4 de outubro de 2026, enquanto outros 17 deputados venceram a disputa para o Senado Federal.
A taxa de sucesso entre os deputados federais da bancada ruralista chegou a 56%, somando os reeleitos na Câmara e os que ascenderam ao Senado. Entre os nomes que conquistaram vagas na Casa Alta estão Arthur Lira (PP-AL), Bia Kicis (PL-DF), Evair de Melo (Republicanos-ES), Gustavo Gayer (PL-GO), André Fufuca (PP-MA), Carlos Jordy (PL-RJ), Marcel van Hattem (Novo-RS), Carol de Toni (PL-SC) e Guilherme Derrite (PP-SP).
Renovação e nomes de peso na Câmara
Na Câmara dos Deputados, lideranças tradicionais da FPA mantiveram suas cadeiras, como o presidente da frente, Pedro Lupion (PP-PR), Alceu Moreira (MDB-RS) e Zé Vitor (PL-MG), cotado para presidir a bancada no próximo ano.
No Senado, 6 dos 48 integrantes da bancada conseguiram renovar o mandato: Marcio Bittar (PL-AC), Plínio Valério (PSDB-RJ), Carlos Portinho (PL-RJ), Alessandro Vieira (MDB-SE), Rogério Carvalho (PT-SE) e Eduardo Gomes (PL-TO). Outros 18 senadores mantêm mandatos vigentes até 2031, mas a composição terá mudanças: Cleitinho (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais e Sérgio Moro (PL) venceu a disputa para o governo do Paraná. Alan Rick (Republicanos) disputa o segundo turno para o governo do Acre.
A bancada também registra baixas definitivas com a saída de nomes históricos que decidiram não disputar a reeleição, como o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) e os deputados Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) e Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR). Além disso, senadores da oposição como Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) podem assumir cargos no Executivo.
A sustentação das cadeiras da FPA mantém forte a representação de quem produz no campo a partir de 2027. O grupo segue com peso decisivo na tramitação de matérias fiscais, no controle de burocracias trabalhistas e na garantia firme do direito de propriedade privada em comissões estratégicas.
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