Ana Elisa se afasta da campanha de Lula após crise com posts
Deputada eleita deixa coordenação digital petista no segundo turno após repercussão de mensagens sobre igrejas evangélicas.

Imagem: @NewsLiberdade / reprodução
A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) se afastou do núcleo de mobilização digital da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno presidencial de 2026. O recuo ocorreu após a ampla repercussão de mensagens antigas publicadas em redes sociais, que causaram desgaste político imediato para a coordenação petista.
Segundo informações divulgadas pelo perfil @NewsLiberdade, a partir de cobertura exibida pela GloboNews, a parlamentar havia sido escalada pelo partido para aproximar a chapa do público jovem. Ana Elisa, de 21 anos, conquistou mais de 524 mil votos nas urnas mineiras e alcançou a segunda maior votação para a Câmara dos Deputados no estado, atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL-MG).
Como apontou a revista VEJA, a aposta inicial ruiu com a viralização de mensagens antigas no X (antigo Twitter). Entre os textos que circularam, constavam declarações favoráveis ao fim da imunidade tributária para igrejas evangélicas e publicações provocativas envolvendo a atuação de templos religiosos, pauta sensível na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL) para o pleito marcado em 25 de outubro de 2026.
Mensagens antigas e reação da oposição
Conforme noticiou o portal Brasil Paralelo, a oposição resgatou declarações da deputada sobre aborto, críticas ao empreendedorismo e apoio ao bloqueio de redes sociais. O deputado reeleito Nikolas Ferreira divulgou postagens atribuídas a ela, o que levou a parlamentar a desativar sua conta na rede social na quinta-feira, 8 de outubro.
Em resposta oficial, a assessoria de Ana Elisa negou a autoria de parte das mensagens e classificou materiais sobre fechamento de igrejas como falsos. A defesa anunciou que vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedidos de perícia contra a circulação dos conteúdos adulterados, além de relatar que registrou ocorrência na Polícia Civil devido a ameaças de morte e violência recebidas pela parlamentar.
Em nota, a deputada declarou que postagens verdadeiras foram escritas quando tinha 17 anos e retiradas de contexto. Ana Elisa pediu desculpas a quem se sentiu ofendido, afirmou ser católica praticante e reiterou que defende a liberdade religiosa e a democracia. Diante da crise, a equipe da campanha presidencial agora reavalia a condução das redes sociais para conter prejuízos eleitorais entre o eleitorado cristão na reta final da disputa.
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