Alesp terá deputadas de 23 e 91 anos na próxima legislatura
Eduarda Campopiano (PL) liderou votos no estado com 1,95 milhão, enquanto Luiza Erundina (PSOL) retorna à Assembleia aos 91 anos.
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) contará, a partir de 2027, com uma composição marcada pelos dois extremos de idade de sua história recente. A vereadora Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, e a deputada federal Luiza Erundina (PSOL), de 91 anos, foram eleitas no domingo (4) para integrar o parlamento paulista na próxima legislatura.
Com 1.956.238 votos, Eduarda Campopiano sagrou-se a parlamentar mais votada do pleito estadual. A marca atingida é a segunda maior votação da história de São Paulo, abaixo somente do índice obtido em 2018 pela advogada Janaína Paschoal. Conforme noticiou o g1, a jovem é natural de Campinas, atua como comunicadora digital e foi eleita vereadora em Praia Grande em 2024. Sua campanha obteve forte tração nas redes com pautas conservadoras, defesa da família e confronto direto com agendas progressistas.
No outro extremo geracional, Luiza Erundina registrou 169.567 votos e retorna ao parlamento estadual quatro décadas após seu mandato inicial. Primeira mulher a governar a capital paulista após a vitória municipal de 1988, Erundina cumpre atualmente seu sétimo mandato consecutivo na Câmara dos Deputados em Brasília. A assistente social paraibana transferiu-se para São Paulo na década de 1970, período em que teve seu ingresso como professora universitária barrado pelo regime militar.
Nova correlação de forças na Alesp
A votação expressiva de Campopiano serviu como motor para o Partido Liberal alcançar 28 cadeiras, ocupando quase um terço das 94 vagas disponíveis na Casa. O resultado eleitoral fortalece diretamente a base do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos). Com a união formal de PSD, União Brasil, Podemos, PP, Republicanos e MDB ao PL, o Palácio dos Bandeirantes contará com 63 parlamentares alinhados, margem folgada para tramitação e aprovação de propostas fiscais e administrativas.
No campo da oposição, o Partido dos Trabalhadores elegeu a segunda maior representação partidária, com 15 assentos, puxado pelos 654.627 votos de Eduardo Suplicy. O PSOL assumiu o posto de terceira maior força da Alesp ao somar nove cadeiras. A apuração geral em São Paulo registrou 23,2 milhões de votos válidos, 3 milhões de nulos e brancos, além de 7,6 milhões de abstenções, o que corresponde a 22,5% do total de 34,1 milhões de eleitores aptos.
A posse formal da nova legislatura ocorre no início de 2027. O cidadão e o contribuinte paulista acompanharão uma Assembleia amplamente dominada por forças conservadoras e governistas, o que ditará o ritmo de tramitação de despesas públicas, tributos estaduais e reformas enviadas pelo Executivo.
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