Acessos ao metrô de SP são danificados após ato na Paulista
Polícia Militar aponta quebra de portões e grades na estação Consolação durante dispersão de manifestantes na capital paulista.

Foto: ell brown / Flickr (CC BY 2.0)
A Polícia Militar de São Paulo registrou atos de vandalismo e episódios de tumulto em acessos a estações de metrô na avenida Paulista, no domingo, 11 de outubro de 2026. Os incidentes aconteceram durante a dispersão dos participantes após um ato político em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com a corporação, grades de proteção e portas de acesso da estação Consolação foram quebradas. Além disso, gravações em vídeo registraram pessoas subindo na estrutura de cobertura de uma das entradas da estação Trianon-Masp, algumas empunhando bandeiras, conforme noticiou o Poder360.
A PM relatou atritos com funcionários e grande aglomeração nas imediações das estações Consolação e Paulista. A corporação afirmou que a situação foi contornada e que os ocupantes deixaram a cobertura do acesso da Trianon-Masp. Por outro lado, a Companhia do Metrô informou que, até o início da noite de domingo, não possuía registros internos de danos físicos em suas estações e não pôde precisar a data nem a autoria de pichações vistas no local.
Operação especial e bloqueios temporários
Para lidar com a movimentação, a administração do Metrô bloqueou a entrada da Trianon-Masp a partir das 12h50, orientando os passageiros a se deslocarem para as paradas Brigadeiro e Consolação. A PM, contudo, informou que Consolação e Trianon-Masp precisaram ser fechadas durante o ápice das ocorrências.
Na Linha 4-Amarela, operada pela concessionária privada, medidas semelhantes de contenção foram acionadas nas estações Paulista e Higienópolis-Mackenzie. A concessionária colocou trens adicionais em circulação, delimitou áreas de entrada, recolheu bilhetes do tipo QR Code de forma manual e fechou temporariamente o acesso da rua Bela Cintra, com o auxílio do policiamento.
A manifestação política ocupou sete quarteirões da avenida Paulista, entre a rua Haddock Lobo e a alameda Joaquim Eugênio de Lima, reunindo o presidente, o vice-presidente Geraldo Alckmin e governadores aliados. O ato integra as atividades de campanha para o segundo turno da disputa presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro, marcado para 25 de outubro.
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